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Praia da Redinha

A Redinha é porta de entrada para o litoral Norte potiguar.

A combinação é perfeita: calor para aquecer o espírito e céu azul para emoldurar o passeio. A praia da Redinha é um destino turístico para quem gosta de tradição, peculiaridades, artesanato, cheiro de maresia e sabor de peixe fresquinho. De um lado, o rio Potengi com seus manguezais, formando um imenso cinturão verde que funciona como um dos pulmões da cidade. À direita de quem se posiciona na praia, a grandiosa ponte Newton Navarro dá o tom moderno e urbano ao local. De costas para o mar, a igreja de Nossa Senhora dos Navegantes abençoa a vila de pescadores que deu origem a um dos bairros mais antigos de Natal.

Como todas as praias do litoral potiguar, o banho de mar da Redinha relaxa o corpo e a mente, mas é na areia que os visitantes descobrem a maior riqueza do lugar. Em qualquer quiosque ou nos boxes do mercado público, é possível saborear um prato delicioso cuja origem se perde no tempo: ginga com tapioca. A maioria das pessoas já conhece o alimento de origem indígena, feito de goma fresca (ou polvilho) de mandioca. Quanto à combinação com os peixinhos, tida como genuinamente potiguar, é uma novidade para os turistas.

Para quem volta de um passeio de buggy pelo litoral norte, o petisco é obrigatório e acompanha bem a cerveja gelada. A ginga é como os nativos da praia chamam os peixinhos de espécies variadas que escapam da rede, conhecidos como “caíco” em outras praias. Eles são colocados num espetinho, depois fritos em imersão e servidos numa tapioca feita no maior capricho. Ela é tão fofinha que até derrete na boca. Tudo é feito na hora e embala as melhores conversas à beira-mar.

A orla da Redinha, única praia urbana situada no lado norte de Natal, passou por uma revitalização após a construção da nova ponte. Formando um corredor ligando o mercado, a igrejinha de pedra e a feirinha de artesanato, foi criado o Largo João Alfredo, em homenagem ao poeta e carnavalesco mais popular da praia, falecido em 2004. A exemplo de muitos intelectuais, ele também cantou em versos a beleza da sua praia querida. “Redinha velha cansada, muito orgulhosa de si, deita o corpo embriagada, no leito do Potengi”.

O último verso diz respeito ao espetáculo proporcionado pelo encontro entre o rio e o mar, uma das maiores belezas da Redinha. Para quem gosta de tranquilidade e tem disponibilidade durante a semana, nada melhor do que fugir da superlotação típica de sábado e domingo, quando a praia recebe a população da zona norte de Natal para curtir o sol e a cerveja gelada. Afinal, por ser uma praia localizada numa região bastante populosa, nada mais justo que os natalenses também usufruam de seus encantos.

Mercado Público virou point

Os boxes do mercado público que possuem a frente voltada para o mar funcionam como bares. Na parte dos fundos, localizam-se os boxes para venda de pescado, cujos proprietários em sua maioria são donos de barcos, o que facilita a negociação. A colônia de pescadores é uma das tradições que a Redinha guarda a céu aberto. Todos os dias, é possível comprar espécies nobres como robalo (conhecido como camurim no litoral potiguar), cioba, arabaiana, garoupa e badejo (ou serigado). Também é possível comprar camarão, caranguejo e lagosta (a época da pesca é de junho a dezembro).

A padroeira dos pescadores

Nossa Senhora dos Navegantes é bastante festejada na Redinha, até porque existem dois templos em homenagem à santa. A Igreja de Pedra é a mais famosa, por ter sido construída com pedras retiradas dos arrecifes. Ela foi erguida por iniciativa dos veranistas em 1954 e dizem que foi usado óleo de baleia em suas paredes. O fato de ser posicionada de costas para o mar foi considerado uma afronta aos pescadores, que preferiram dedicar sua devoção à imagem da outra capela.

Os moradores freqüentam uma igrejinha branca, datada de 1922, situada no centro da antiga vila, de onde sai a imagem da procissão marítima que percorre o rio Potengi desde a Boca da Barra até a Base Naval, no bairro das Quintas. Na festa que ocorre no início do ano, encerrando o ciclo natalino, é tradicional haver duas procissões, cada qual com sua imagem. Uma segue por terra, e a outra veleja pelas águas do rio.

Aquário merece visita

A Redinha se divide entre a Redinha Velha, em Natal, e a Redinha Nova, ligada ao município de Extremoz. É no caminho na avenida Litorânea, que liga as duas redinhas, onde se localiza o Aquário de Natal, um lugar bacana para quem gosta de ir a fundo no conhecimento da fauna marinha. O aquário tem cerca de 60 espécies de animais, como tubarão, moreias, peixes de corais, cavalos marinhos, além de jacarés, pingüins, pirarucu, entre outros. Os visitantes, acompanhados de monitores, podem até tocar em tubarões.

Acesso por uma bela ponte

Da zona sul ou do centro de Natal, o melhor caminho é a Ponte Forte-Redinha Newton Navarro. Por dois motivos muito convincentes: primeiro pela rapidez (distância de apenas seis quilômetros do centro) e segundo pela beleza do trajeto. As paisagens contrastantes entre urbano e bucólico são de encher os olhos.

A outra forma de chegar à Redinha é através da Ponte de Igapó, seguindo a avenida João Medeiros Filho, conhecida como Estrada da Redinha. Nesse caso, há dois inconvenientes: os constantes engarrafamentos, por ser este o mais tradicional elo entre as zonas oeste e leste de Natal com a zona norte, e a distância (cerca de 20 quilômetros do centro).

Newton Navarro, uma justa homenagem

Dono de um traço perfeito, sutil e delicado. Newton Navarro (1928-1992) deixou um legado rico sobre as manifestações culturais nordestinas. Nas repartições de grande porte, nos gabinetes e escolas tradicionais, ele repousa em paz, enriquecendo as paredes. Por tudo o que representava para a cultura natalense, denominar a ponte Forte-Redinha com o nome do artista plástico mais conhecido do RN realmente é uma homenagem justa.

Navarro nasceu em Natal e era mais do que um pintor e desenhista: ele compôs versos, colaborou para diversas publicações em Natal e em outras cidades brasileiras, e tem alguns livros publicados. Era frequentador assíduo do cais da Tavares de Lira, na Ribeira, de onde dizia-se conhecer, além dos barqueiros, até mesmo os cães vadios, como a cadela Aparecida, citada no seu livro Beira Rio (1970).

A origem do nome

Vila de pescadores, redes de pescar: é natural que todo mundo pense que o nome da praia seja devido à atividade pesqueira e o hábito de se estender as redes ao longo da praia. Realmente essa explicação tem fundamentos, porém, segundo escreveu Câmara Cascudo, o célebre historiador potiguar, o povoado teria sido batizado pelos colonizadores portugueses, que deram à vila o mesmo nome de uma certa região de Portugal. Na dúvida, as duas respostas podem ser consideradas corretas.

Fonte: Assessoria de imprensa da EMPROTUR.

 


Endereço: Redinha, Natal

Latitude: -5.751575126878272 Longitude: - 35.201188


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